Mariana Suzuke – Aluna em destaque

Cantora Mariana Suzuke é a aluna em destaque deste mês!

Como você começou na música?
Mariana Suzuke –
Desde os quatro anos de idade, eu já demonstrava interesse. Vivia cantando no videokê, mesmo sem saber ler e tinha facilidade de aprender e decorar as músicas. Com 8 anos comecei a cantar músicas japonesas no clube nipo-brasileiro da minha cidade (Dourados-MS). Participei de competições regionais, estaduais e nacionais e fui representante do meu estado até os 15 anos. Durante esse tempo, conquistei muitos prêmios e boas colocações nesses concursos, me tornando campeã brasileira em 2007.

Desde quando estuda no Souza Lima?
Mariana – Comecei a estudar no Souza Lima em agosto de 2013. Inicialmente, fiz um ano de piano com o professor Daniel Silveira, e acredito que esse contato com o instrumento me deu uma excelente base musical, já que entrei no Conservatório sem nenhum conhecimento teórico. De agosto de 2014 até o momento presente faço aula de canto com a professora Selma Buso.
Como que o Souza Lima a ajudou em seu aprimoramento musical?
Mariana – Entrei no curso sem nunca ter estudado nada de teoria e hoje curso Arranjo II e Percepção V. Falo isso com muita felicidade e gratidão, porque me vejo completamente diferente de dois anos atrás. Com uma percepção abrangente e conhecimento musical mais aprofundado; me sinto mais segura musicalmente e isso influencia direta e positivamente nos shows que faço. Agradeço à Selma Buso, Pollaco Oliva, Pedro Ramos, Ciro ViscontiGuto Brambilla, Miguel Laprano, Daniel Silveira e Walter Nery.
Conte-nos sobre seu CD.
Mariana – A ideia do CD surgiu em 2013 quando tranquei os estudos de publicidade e propaganda e decidi focar meus estudos e minha vida profissional na música. Como minha “primeira base musical” foi a música japonesa e, até hoje participo de alguns eventos filantrópicos de entidades japonesas, decidimos gravar um CD exclusivamente japonês para esse público, que me incentiva desde criança. O CD brasileiro veio em seguida, à medida que fui aprofundando e adentrando o universo do samba e da música popular brasileira no Conservatório. Regravei “Paciência” (Lenine) e “O homem falou” (Gonzaguinha) pelo fato de essas músicas terem um significado marcante para mim, além de serem compositores que admiro principalmente pela maneira de compor, pela sensibilidade poética, linguagem e suas temáticas.
As demais músicas do repertório vieram por meio de alguns amigos compositores, como David Silva, Thiago Beatriz, Frankye Arduini e Arnaldo Sacomani; sambistas, como Wagner Santos, Nino Miau e Paquera (um dos fundadores da comunidade do Samba da Vela), que generosamente me enviaram as músicas e eu – juntamente com meu produtor Beto Silva – selecionamos as que entrariam para o disco.
O CD contou com a participação dos músicos: Fernando de Gino, Rubem Farias, Marco da Costa, Bira Jr, Alex Culim, João Oliveira, Maurílio Oliveira e Marcelo Réa; Arranjos de Thiago Beatriz e Bozo Barretti; Masterização de Carlos Freitas.
Quais são suas principais influências musicais?
Mariana – Na música japonesa as principais influências são as cantoras Shimazu Aya e Misora Hibari. Na música brasileira são: Elis Regina, Clara Nunes, Noel Rosa, Cartola, Chico Buarque, Luiz Gonzaga, Gonzaguinha, Gilberto Gil, Djavan, Jorge Ben.
Quais são seu projetos para o segundo semestre de 2015?
Mariana – Em setembro, vou participar do Festival Internacional de Música de Dourados, um projeto aprovado pelo Fundo de Investimento a Cultura (FIC). Terei a oportunidade de dividir o palco com artistas de diversos países, transitando entre a música oriental, europeia e latino-americana. Além disso, existem projetos a serem realizados em Casas de Cultura e também a sequência de shows em entidades beneficentes.

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