Eduardo Filizzola já tem mais de 30 anos de carreira musical, natural de Belo Horizonte, já atuou em diversos grupos, como a Banda Livre e o grupo Muda. Filizzola tem também livro, discos e CDs da carreira solo, como violonista e cantor.

Ele iniciou sua carreira na capital mineira e, em 1982, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde participou do movimento do Rock na época, em shows no Circo Voador, onde dividiu o palco com outros grandes nomes, como Lobão, Barão Vermelho, Ritchie e etc.

Em 2014, Filizzola lançou seu mais novo CD, chamado “Meu nome é Terra”, com 13 faixas, sendo quase todas autorais, algumas em parcerias e outras de diferentes compositores. Além do CD, foram lançados dois clipes das músicas: “Meu nome é Terra” e “Amar a Vida” .

Leia agora, uma breve entrevista com Eduardo Filizzola para saber um pouco mais sobre sua trajetória, influências musicais e seu novo trabalho. Para saber mais sobre a discografia e sua biografia, acesse o site http://www.eduardofilizzola.com/.

Durante sua carreira, você passou por diversas fases, como você define a fase atual de seu sétimo disco?
Filizzola –
Acho que é a fase da maturidade artística, da preocupação com a qualidade. Estou fazendo tudo sem pressa, deixando as coisas acontecerem e amadurecerem na minha cabeça. Eu só quero mostrar o que faço melhor e que me satisfaz, sem direcionar meu trabalho de acordo com tendências de mercado. Para esse novo CD, gravei vinte e duas canções. Além das novas, escolhi muitas antigas, que não trabalhei antes porque achava que não era o momento delas. Algumas eu reescrevi e outras mantive como eram. Com a ajuda dos fãs, escolhi dez para incluir no CD, junto com duas releituras. Sobraram doze, das quais muitas deverão entrar no próximo CD.

Foto: Julia Lanari
Foto: Julia Lanari

Quais são suas principais influências musicais?
Filizzola – A maior de todas é a música clássica, que eu ouvi muito, desde criança. Mas tive o privilégio de ser da geração que viu surgir todos os grandes artistas da MPB: Chico Buarque, Elis Regina, Caetano, Gil, Milton. Assisti também ao aparecimento dos Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, The Who, Jimi Hendrix. Depois acompanhei com muito interesse as bandas de rock progressivo. Um pouco disso tudo está presente no meu trabalho.

Fale um pouco sobre a concepção de seu novo trabalho.
Filizzola – Sempre fiz meus próprios arranjos, mas nos anos 90, quando morava no Rio de Janeiro, descobri meu talento para lidar com a sonoridade eletrônica. Foi quando fiz as primeiras gravações para esse CD. Interrompi esse trabalho quando voltei para BH, porque pude realizar um outro sonho, que era terminar de compor e gravar minhas peças eruditas para violão solo. Mas em 2011 retomei essa viagem eletrônica pela MPB, que resultou nas vinte e duas gravações entre quais escolhi as que integram o disco.

Como foram as gravações dos clipes? Principais desafios, como está a repercussão?
Filizzola – Os clipes demoraram muito a ser feitos, porque os roteiros eram complicados e fazíamos questão de que fossem executados como foram concebidos.Viajamos muito pelo interior de Minas Gerais para encontrar as locações. E também tivemos muito trabalho para juntar com esse material as animações realísticas que a minha mulher, Lila Hamdan, concebeu para o clipe “Meu nome é terra”, escrito, dirigido e editado por ela.

Quais são os projetos para o final de 2016 e início de 2017?
Filizzola – Nesse momento estamos focados no projeto Sarau do Filizzola, que está sendo um grande sucesso. É um evento em que se apresentam até 20 ou mais artistas por noite. Misturamos grandes nomes da MPB com iniciantes. Cada um tem 10 minutos para se apresentar, são duas ou três músicas. Entre as apresentações musicais inserimos poesia e outras artes. O sarau agradou em cheio aos artistas e ao público, por causa da carência de espaço para a boa música autoral.

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