Entrevista com Clayton Fábio Oliveira – música e astrologia

O astrólogo e músico Clayton Fabio Oliveira, lança seu primeiro disco independente, chamado Inverso do Universo. As suas canções são mais alternativas, passando pelo samba e pop. Ouça o CD no YouTube

Baixista de uma das formações do cultuado Afrika Gumbe – projeto tocado por Lobato e seu irmão, Marcos, desde 1989. Mesmo aprofundando-se na astrologia, não abandonou a música, além do trabalho solo, continua tocando com grupos experimentais como Os Botânico, ainda ativo.

Quais são suas principais influências musicais?
Clayton – Sou muito influenciado pela MPB dos anos 60 e 70. Quando estava gravando o CD, conversava muito sobre isso com o Marcelo Lobato.  Eu queria uma sonoridade e um tipo de registro semelhante aos discos do Caetano ou Milton Nascimento nos anos 70. Também tenho muito influência do Rock Progressivo setentista. A Música “Samba que quebra em sete”, por exemplo, é uma experiência instrumental que une esses gêneros. E tem o samba. O fato de ser do Rio e ter sempre convivido com esse segmento me levou a ser Julgador do quesito “Samba Enredo”, do Grupo Especial as Escolas de Samba do Rio. Trabalho que faço com muita honra.
Conte-nos como foi a gravação do CD “O inverso do Universo”.
Clayton – O Projeto começou com o produtor Chico Neves que, por questões pessoais, não pode continuar. Marcelo e Chico tiveram estúdio juntos e, nessa época, eu tocava no Afrika Gumbe. Essa convivência tornou natural que Marcelo assumisse a produção. Demorou muito tempo, tivemos que interromper quando O Rappa ocupou o estúdio para gravar e tive que parar por quatro meses. Quando terminamos, Marcelo teve a ideia de abrir o selo “Lobo Records” e o trabalho acabou sendo a primeira produção.
claytonComo foi a escolha do repertório? As músicas foram feitas para este CD?
Clayton – As composições originais foram feitas para uma banda que formei com o guitarrista Zé Nóbrega, mas que não se concluiu e as músicas ficaram “na gaveta” por algum tempo, algumas inacabadas. “Hoje é Provisório” é uma parceria com a poeta Marília Loschi, que me inspirou pela objetividade da letra. A versão de “The Caterpillar” do The Cure era um arranjo que eu já usava na antiga banda e que ficou mais rica com a participação da Silvia Machete, que fez comigo um dueto e deixou a gravação perfeita. “O Mundo é Assim” é outra versão que me atraiu pela letra. É um samba “metafísico” e me inspirou a ideia de terminar o CD com ele, onde eu e o técnico Igor Ferreira fazemos uma experimentação de “Estéro Espacial”.
Quais são as relações entre a música e a astrologia?
Clayton – São duas práticas que, na verdade, procuro separar. Trabalho com Astrologia há mais de 20 anos e isso está mais ligado a minha filosofia de vida. A música é o outro lado que me equilibra. No CD, a faixa “Supernova” faz uma citação bem discreta a arte astrológica e isso foi o máximo que consegui ligar.
Conte-nos quais são seus projetos para 2017.
Clayton – Em 2017 quero fazer mais shows com a banda que montei em São Paulo. Foi mais simples produzir em São Paulo, pois estou tendo uma imensa ajuda do baterista Flávio Guaraná. Além de se identificar com as músicas, ele me apresentou músicos maravilhosos com quem estou tendo a sorte de conviver. Espero “rodar” bastante com este time. Novas músicas e produções talvez só no segundo semestre. Não planejo muito de maneira pragmática, sigo meu Mapa Astral.

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